Fla vira na raça, mas cede empate no fim contra Universidad do Chile

Rio de Janeiro: O Flamengo perdeu chance preciosa de assumir a liderança do Grupo 8 da Copa Libertadores ao empatar com a Universidad do Chile em 2 a 2, na tarde desta quinta-feira no Maracanã. O time rubro-negro saiu atrás no marcador, mas conseguiu a virada na raça. Porém, cochilou e permitiu o empate dos chilenos nos acréscimos da etapa final.

Com o resultado, o Fla soma sete pontos em quatro jogos pela competição sul-americana, e ocupa a segunda colocação. Já a equipe chilena se mantém  na liderança, com dez pontos ganhos. Em terceiro vem a Universidad Católica, com três pontos, e em último, os venezuelanos do Caracas, com apenas dois.

O jogo foi precedido por um minuto de silêncio, em homenagem aos mortos em virtude das chuvas que assolaram o estado do Rio.

Na equipe rubro-negra, Adriano, sofrendo de lombalgia, era o desfalque. Diante disso, o técnico Andrade preferiu improvisar. Lançou Michael – destaque dos reservas na vitória sobre o Friburguense no último domingo, pela Taça Rio – na função de meia-esquerda, fazendo Vinícius Pacheco encostar mais à frente em Vagner Love. Outra alteração foi a volta de Ronaldo Angelim à zaga, no lugar de Fabrício.

Primeiro tempo: Fla domina, mas não chuta a gol e é castigado

O Flamengo começou a partida ocupando o campo de ataque, girando a bola contra a equipe fechada da Universidad, mas sem conseguir penetrar na área chilena, nem chutar a gol. E seria assim por toda a primeira etapa.

A primeira boa chance veio aos sete minutos, em cabeçada de Vagner Love, após escanteio cobrado por Michael. Os chilenos responderam aos 25 em jogada de Rodrigues pela direita, e depois em cobrança de falta de Montillo.

Aos 28, Vagner Love fez bonita tabela com Juan, mas acabou bloqueado por dois zagueiros. Chegou a reclamar de pênalti, mas não houve nada no lance. O Artilheiro do Amor teve outra boa oportunidade aos 34, ao completar de cabeça um cruzamento de Léo Moura.

Aos 41, o Flamengo ainda seria prejudicado: Pacheco avançou pela esquerda, e só parou ao ser agarrado na área por Olarra. O fraquíssimo árbitro Roberto Silveira deixou o jogo correr. E assim faria pelo restante da partida.

Para completar, dois minutos depois, veio o último castigo da primeira etapa: em um contra-ataque despretensioso, Rodriguez desceu pela direita, cruzou e Montillo entrou sozinho, desmarcado, para cabecear para o fundo das redes de Bruno, diante da desatenção geral da defesa do Flamengo.

Era tudo o que a Universidad queria. Na saída para o intervalo, a torcida pediu raça e Petkovic no time. 

Segundo tempo: virada e cochilo

Andrade sacou Kléberson, mas preferiu colocar Bruno Mezenga, para ganhar presença de área. O segundo tempo começou sobre forte chuva, com o Flamengo partindo para cima, mostrando a raça que a torcida exigia, mas pouco mais que isso.

Diante dos insistentes apelos da torcida, Andrade promoveu a entrada de Petkovic no lugar de Vinícius Pacheco aos 12 minutos.

No abafa, a torcida rubro-negra ainda viu a cabeçada de Bruno Mezenga tocar no pé da trave.

Aos 21, Léo Moura teve duas chances disperdiçadas. Primeiro aproveitou a sobra da bela jogada de Willians, que entrou na área costurando a defesa chilena pela direita. Na sequência, o lateral recebeu de Michael e bateu por cima do gol.

Dois minutos depois, finalmente um pouco de alívio: Love ganhou a dividida com o goleiro e cruzou rasteiro. Mezenga escorregou e não alcançou, mas Michael apanhou a sobra e bateu. A bola rebateu por entre a parede de zagueiros sobre a linha e morreu no fundo da rede. Um gol chorado.

Aos 33, o Fla perdeu uma chance inacreditável de virar o jogo: Léo Moura jogou na área, Mezenga ajeitou de cabeça para Love, que finalizou mesmo levando uma solada do goleiro chileno.

Love se redimiu aos 37, ao receber lindo lançamento de Pet, correr até a linha de fundo e cruzar para Michael, que cortou e bateu em cima da defesa. Léo Moura veio na corrida e chutou forte para estufar as redes chilenas. Era a virada.

Para reforçar o sistema defensivo, Andrade tirou imediatamente o voluntarioso, porém cansado Michael, para colocar o volante Maldonado. Mas não contava com outra bobeada do sistema defensivo, que começou a perder bolas fáceis em seu próprio campo.

Aos 46, veio o segundo castigo do dia: depois de uma indecisão na zaga rubro-negra, Rodriguez aproveitou um clarão que se abriu e, cara a cara com Bruno, tocou para empatar. O Flamengo teve a posse da bola durante toda a partida, exceto na hora mais importante: o momento de segurar o resultado. (E.V.)

 

FLAMENGO 2 X 2 UNIVERSIDAD DO CHILE

 

Local: Maracanã

Público: 16.784 pagantes (15.361 presentes).

Renda: R$ 481.583,00

Árbitro: Roberto Silvera, auxiliado por Mauricio Espinosa e Carlos Pastorino, todos uruguaios.

Cartões amarelos: Vinícius Pacheco, Vagner Love, Willians e Bruno (Flamengo); Iturra, Rojas e Rodriguez (Universidad do Chile).

Gols: Montillo aos 43 do primeiro tempo; Michael aos 23, Léo Moura aos 37 e Rodríguez aos 46 do segundo tempo.

 

Flamengo: Bruno; Léo Moura, Álvaro, Ronaldo Angelim e Juan; Toró, Willians, Kléberson (Bruno Mezenga) e Michael (Maldonado); Vagner Love e Vinicius Pacheco (Petkovic). Técnico: Andrade.

 

Universidad do Chile: Conde; Rodríguez, Contreras, Victorino, Olarra e Rojas; Seymour, Iturra, Montillo (Nelson Pinto) e Puch (Vargas); Olivera (Rivarola). Técnico: Gerardo Pelusso. 

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